o album

Um dos mais bonitos discos lançados da nossa aldeia Paraíba para todo o globo.

dois mil e vinte bateu. segundo dia e da cabeceira do streaming pros fones de ouvido, pras profundezas da mente, saindo do corpo até o arrepio, êxtase maior, a música penteando os pêlos, penetrando os poros, conexão com algo que está além. ouvi o catavento de nathalia bellar e bateu, por isso cato sem achar as palavras que agora fogem dos dedos e talvez estejam nesse exato momento dando play num dos mais bonitos discos lançados da nossa aldeia paraíba para todo o globo. quem sabe não estão sendo, essas palavras que me escapolem, agora playadas, tocadas, tocando, porque sem dúvidas esse disco diz muito sobre nós. tá tudo aí. e se você acha que eu sou suspeito porque sou fã dela e agora ganhei o presente de ter sido gravado por ela, vá ouvir, se deleitar, mandar pros contatinho, salvar pra ouvir offline, se acarinhar da belíssima voz de bellar. mando os parabéns pra toda a equipe, trabalho incrível, cês subiram o sarrafo de 2020. dá teus play!

 

(Chico Limeira - cantor e compositor)

Existe palpabilidade no vento? reentrâncias ? Gominhos? Micro-cosmos? O que há de se catar nele?
Acabo de ouvir CATAVENTO, disco de estreia da minha mana Nathalia Bellar como quem olha pra 2k20 como uma grande caixa de chocolates e escolhe o primeiro bom-bom, o que mais me apetece desembrulhar e saborear como se fosse o último da caixa.
Cada faixa uma sensação diferente advinda do mesmo sabor apurado de um grande álbum.
A começar pela capacidade orquestral de Bellar em cantar um grande time de compositores de variadas gerações e níveis de importâncias e dimensões da canção brasileira, mas nem um menos que o outro em forças poéticas e estéticas .
Bellar nos canta (e aqui me incluo pela honrada alegria de ser o compositor da faixa 4) como quem toca, alcança com a voz o que promete tornar tangível com o título do álbum: "O VENTO". Saio dessa primeira audição à vera assanhado das intercaladas brisas e furacões que cada emissão de nota-palavra me provoca. Não sou crítico de nada em música, faço canções e as canto apenas, mas me arrisco neste feito de Bellar e seus comparsas a sorver emocionado esses minguados caracteres pela força arrebatadora que tem esse trabalho pra música da paraíba produzida para o mundo.
Sinto como se fosse um grande abre-alas em que a porta bandeira silencia apoteoticamente as atenções da avenida. Perdemos todos um lugar de fala e ganhamos um lugar de escuta. Tão logo começamos a tagarelar quando passa o desfile, excitados, como faço aqui.
Aproveitem cada respiração, cada silêncio, cada sutil camada dos irretocáveis arranjos e por fim cada canto entranhado de doçuras e malícias, como uma mãe-pássaro que arquiteta seu ninho entre coroas de flores e espinhos pra guardar seus voos sem desproteger a ninhada.
Voar é do que trata esse disco. Só é capaz de “catá-lo” quem tem a coragem de antes assumir passível de movimento o intangível do vento.
Ouçam. Aliás, voem!

 

Titá Moura (cantor e compositor)

Ouvi o CD Catavento várias vezes e com grande prazer. Foi uma surpresa muito agradável desde a primeira audição. Os dois elementos que me atraíram de cara foram a suavidade da voz dela (realmente me causa prazer enorme) e a beleza dos arranjos de cada uma das faixas. Todas as canções são boas. Todas mesmo!! E isso é surpreendente.

 

(Orlando Veloso - médico e diretor artístico)

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